# Anec vê avanço na exportação de soja em setembro e recorde de farelo

> A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais projeta 7,74 milhões de toneladas de soja exportada pelo Brasil em setembro, avanço anual de 760 mil toneladas. O farelo de soja deve registrar o maior volume mensal do ano, enquanto as exportações de milho seguem em queda.

*Viva Capital · Economia · 10 de setembro de 2026 · Patrícia Mendonça*

Primeira projeção da Anec para setembro aponta 7,74 milhões de toneladas de soja exportada, alta anual de 760 mil toneladas, e farelo no maior patamar mensal do ano. Milho segue em queda.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projetou nesta quarta-feira (9) em 7,74 milhões de toneladas a exportação de soja do Brasil em setembro, cerca de 760 mil toneladas acima do mesmo período do ano passado. É a primeira estimativa da entidade para o mês.

Em resumo, o quadro traçado pela Anec é este:

- Soja em setembro: 7,74 milhões de toneladas, alta anual de cerca de 760 mil.
- Farelo de soja: 2,6 milhões de toneladas, maior patamar mensal do ano e acima do recorde de maio.
- Milho: 5,2 milhões de toneladas, contra quase 7 milhões em setembro de 2025.
- Soja no acumulado de nove meses: 102 milhões de toneladas, perto do recorde anual de 108,68 milhões de 2025.

O farelo de soja é o destaque do relatório. A Anec estimou 2,6 milhões de toneladas embarcadas em setembro, aumento de 673 mil toneladas no comparativo anual, o que colocaria o volume no maior patamar mensal do ano e acima do recorde histórico verificado em maio. No acumulado até setembro, as exportações de farelo deverão superar 20 milhões de toneladas, a caminho de ultrapassar o recorde de 23 milhões registrado em 2025.

Segundo a entidade, o contexto do mercado favorece o fortalecimento dos prêmios de exportação de farelo no porto de Paranaguá e estimula negociações para embarques do quarto trimestre. "O suporte também veio do mercado internacional. Preocupações com a safra dos Estados Unidos ajudaram a sustentar os contratos futuros na Bolsa de Chicago, reforçando o viés positivo para os preços FOB sul-americanos", apontou o relatório.

No milho, o movimento é inverso. A projeção de embarques até o fim de setembro é de 19,35 milhões de toneladas, menos da metade das 41,59 milhões de 2025 completo. A entidade citou projeção da S&P Global Energy, que indica 39 milhões de toneladas do cereal exportadas pelo país no atual ano comercial. A concorrência de Argentina e EUA e a disputa do mercado interno, especialmente do setor de etanol, explicam parte do recuo.

A Anec lembrou ainda que, nos últimos meses do ano, a exportação de soja tem comportamento sazonal e abre espaço para o escoamento da segunda safra de milho. "A atividade comercial ganhou força na segunda metade de agosto, com cooperativas apontando maior participação de tradings e usinas de etanol de milho na disputa pela oferta oriunda da safrinha", diz o relatório, que atribui os volumes menores anteriores à retenção do cereal colhido, à maior atratividade do mercado físico e à margem de exportação apertada.

Para agosto, a Anec informou que as exportações de soja fecharam em 9,6 milhões de toneladas e as de milho somaram 5 milhões. comércio exterior do agronegócio

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/anec-ve-avanco-exportacao-soja-brasil-setembro-recorde-farelo/
