# Aluguel desacelera em agosto e acumula alta de 9,16% em 12 meses

> O aluguel residencial no Brasil subiu 0,55% em agosto, desacelerando em relação a julho, e acumula alta de 9,16% em 12 meses. São Paulo registra o metro quadrado mais caro do país, a R$ 65,36, enquanto Teresina apresenta o mais barato, a R$ 32,51.

*Viva Capital · Economia · 15 de setembro de 2026 · Adriana Buarque*

O aluguel residencial subiu 0,55% em agosto, desacelerando ante julho, mas já acumula 9,16% em 12 meses. São Paulo lidera o m² mais caro, a R$ 65,36, enquanto Teresina tem o mais barato, a R$ 32,51.

O aluguel residencial no Brasil subiu 0,55% em agosto, depois de avançar 0,70% em julho, segundo o Índice FipeZAP, que acompanha apartamentos prontos em 36 cidades. Mesmo desacelerando, o valor destoou do IPCA, que recuou 0,32% no mês, e do IGP-M, que caiu 0,22%.

No acumulado de 2026, a alta é de 6,56%. Em 12 meses, chega a 9,16%. Das 36 cidades monitoradas, 35 registram valorização no ano. A única exceção é Pelotas, com queda de 7,18%.

O preço médio anunciado para locação residencial no país chegou a R$ 54,47 por metro quadrado em agosto. Apartamentos de um dormitório têm o maior valor, R$ 72,41 por m², enquanto os de três quartos têm o menor, R$ 46,86 por m².

## Onde o metro quadrado pesa mais no seu caixa

Entre as capitais, São Paulo apresenta o aluguel médio mais caro, de R$ 65,36 por m². Na outra ponta está Teresina, com R$ 32,51 por m².

Das 22 capitais acompanhadas, 16 tiveram alta em agosto. Vitória liderou o avanço (+4,01%), seguida por Campo Grande (+3,85%), Natal (+2,82%), Fortaleza (+1,21%) e Porto Alegre (+1,02%). Seis capitais registraram queda: Aracaju (-2,20%), Belém (-0,80%), Brasília (-0,79%), Maceió (-0,30%), João Pessoa (-0,17%) e Manaus (-0,15%).

Por categoria, os apartamentos com quatro ou mais dormitórios tiveram a maior valorização no mês, de 0,72%. As unidades de um quarto avançaram 0,46%.

## Rentabilidade e o que olhar antes de renovar

O levantamento estima a rentabilidade média do aluguel residencial em 6,14% ao ano, considerando os dados de agosto. Apartamentos de um quarto rendem mais, 6,77% ao ano. Já os com quatro ou mais dormitórios têm o menor retorno, 4,85% ao ano.

No acumulado de 2026, Campo Grande lidera a alta, com 16,25%. Na sequência aparecem Natal (+13,84%), Aracaju (+13,57%), Fortaleza (+12,32%) e Rio de Janeiro (+11,04%).

Eu já errei feio ao renovar contrato sem olhar o índice do período. Aprendi que a primeira conta é separar o que é reajuste do que é aumento real de mercado. Se o seu contrato usa IGP-M ou IPCA, os dois caíram em agosto, o que muda a conversa na negociação. Antes de assinar, confira o índice previsto, o prazo de reajuste e o valor do m² na sua região. Essa leitura fria evita surpresa no caixa.

Para quem está do outro lado, alugando um imóvel, a rentabilidade de 6,14% ao ano só faz sentido quando o fluxo de caixa fecha com vacância, condomínio e imposto. Muita gente olha só o valor bruto do aluguel e esquece o mês vazio entre inquilinos. como calcular o retorno real de um imóvel para alugar

A próxima ação prática é simples: pegue seu contrato atual, localize o índice de reajuste e compare com o FipeZAP da sua cidade. Se você é inquilino, use esse número na conversa. Se é proprietário, revise a planilha antes de definir o próximo valor. planilha de fluxo de caixa para pequenos negócios

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/aluguel-desacelera-agosto-mas-acumula-alta-916-12-meses-saiba-onde-metro-quadrad/
