# Açúcar bruto atinge máxima em 16 meses; café arábica cai quase 4%

> Os contratos futuros de açúcar bruto na ICE atingiram máxima de 16 meses nesta quarta-feira, impulsionados por preocupações com a oferta da Índia e a safra do Brasil. O café arábica registrou queda de quase 4%, fechando a US$ 2,981 por libra-peso. O movimento reflete dinâmicas opostas nos dois mercados de commodities agrícolas.

*Viva Capital · Economia · 03 de setembro de 2026 · Patrícia Mendonça*

Os contratos futuros de açúcar bruto na ICE atingiram máxima de 16 meses nesta quarta-feira, com preocupações sobre oferta da Índia e safra do Brasil. O café arábica caiu quase 4%, a US$ 2,981 por libra-peso.

Os contratos futuros de açúcar bruto na bolsa ICE atingiram uma nova máxima de 16 meses nesta quarta-feira, com preocupações sobre a oferta indiana e a safra brasileira. O café arábica, por outro lado, caiu quase 4%, para uma mínima de cinco semanas.

O primeiro contrato do açúcar bruto fechou com alta de 0,34 centavo, ou 1,9%, a 18,70 centavos por libra-peso, após subir 3,1% na terça-feira. Durante o pregão, o preço chegou a 18,77 centavos, o maior nível desde abril de 2025.

Operadores apontam que a escassez de oferta e os preços internos elevados na Índia, principal consumidor, ajudaram a impulsionar a alta, junto com a expectativa de menor produção na União Europeia e na Tailândia. Um trader indiano disse que o pedido do governo para que as usinas antecipem a colheita, para melhorar a oferta interna, pode reduzir a produtividade, já que as culturas ainda não estão maduras.

No Brasil, maior produtor, a previsão é de pelo menos 50 milímetros de chuva nos próximos dez dias na região canavieira de Ribeirão Preto, o que deve interromper a colheita. O açúcar branco subiu 1%, para US$ 539,20 por tonelada.

O café arábica fechou em queda de 11,35 centavos, ou 3,7%, a US$ 2,981 por libra-peso, após tocar US$ 2,9535, mínima de cinco semanas. Segundo operadores, a recuperação das exportações do Brasil, com a colheita no fim, aliviou a escassez de oferta no curto prazo. Ilya Byzov, da Sucafina, afirmou que os preços mais altos e o fim da colheita tornaram os diferenciais atraentes para exportadores, o que aumenta os hedges e pressiona o mercado.

A Cooxupé, maior cooperativa cafeeira do Brasil, informou que seus produtores colheram 91,9% da safra de 2026 até 28 de agosto, ante 87,5% na semana anterior e 94,9% no mesmo período de 2025. O café robusta caiu 1,6%, para US$ 3.406 a tonelada.

O cacau de Londres fechou em baixa de 4,9%, a £ 4.579 por tonelada, após máxima de um ano na terça. Analistas da BMI preveem excedente global menor, de 442 mil para 82 mil toneladas entre 2025/26 e 2026/27, sustentando preços. Em Nova York, o cacau recuou 4,5%, para US$ 6.273 por tonelada.

Para quem acompanha o mercado de commodities, a alta do açúcar pode pressionar alimentos industrializados, enquanto a queda do café arábica tende a aliviar o custo da bebida no varejo nas próximas semanas.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/economia/acucar-bruto-atinge-maxima-16-meses-cafe-arabica-cai-quase-4/
