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Renan Santos: '300 parasitas do Centrão serão eleitos'

ResumoRenan Santos, em sabatina na Globonews, previu que o brasileiro elegerá pelo menos 300 parlamentares do Centrão, classificados como "parasitas e vagabundos". O candidato admitiu que, se eleito, precisará compor com esse grupo para governar. A declaração expõe a contradição entre o discurso de combate ao Centrão e a necessidade prática de alianças no presidencialismo de coalizão.

Em sabatina na Globonews, Renan Santos afirmou que o brasileiro elegerá 'pelo menos 300 parasitas e vagabundos' do Centrão, mas que, se eleito, terá de compor com o grupo para governar. Entenda o que isso significa para o cenário político.

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'Pelo menos 300 parasitas e vagabundos do Centrão serão eleitos e vou ter que compor com eles', diz Renan Santos

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta quarta (5) que o brasileiro irá eleger "pelo menos 300 parasitas e vagabundos" do Centrão, mas que, se eleito, terá de compor com o grupo político para garantir a governabilidade. A declaração foi dada durante sabatina na Globonews.

O que isso significa para o cenário político?

Na prática, a fala revela um diagnóstico duro sobre o Congresso: mesmo classificando os membros do Centrão "como parasitas mesmo", Renan admite que é necessário negociar e discutir projetos com o bloco. "Tenho certeza que é impossível governar sem o Centrão, mas tenho de estabelecer as regras", disse o candidato.

Para o eleitor, isso sinaliza que, independentemente do discurso de combate à corrupção, qualquer presidente eleito precisará lidar com a realidade da política brasileira. A composição com o Centrão, historicamente, é condição para aprovar pautas no Congresso, como mostram os últimos governos.

A experiência de Renan com o Congresso

Renan Santos afirmou que sabe como funciona "a fábrica de salsichas que é o Congresso Nacional" desde que atuou, como líder do Movimento Brasil Livre (MBL), nas manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo ele, se existe uma agenda, o presidente consegue aprovação de projetos no Congresso.

Essa experiência prática dá ao candidato uma visão de bastidor que poucos têm. Mas também levanta uma questão: se ele conhece tão bem o jogo, por que a crítica tão dura aos futuros parlamentares?

As polêmicas declarações sobre machismo

Durante a entrevista, um vídeo foi exibido no qual, em conversa dentro de um automóvel, Renan afirma ser machista. Indagado sobre sua opinião, o candidato disse que a fala foi uma "provocação" feita em um contexto e defendeu "reestabelecer a presença e a autoridade masculina" na família.

Ele atribuiu à ausência paterna a entrada de jovens no crime. "Quando não tem homem, o lar fica desestruturado. A família biparental é mais estruturada e a ausência da figura masculina desestrutura", afirmou. O candidato disse não estar preocupado com a imagem que sua opinião passa para as mulheres: "As pessoas entenderam a minha mensagem. Se entenderam como uma provocação, lamento".

O vídeo de 2017 e a defesa da amiga

Em outro vídeo, de 2017, Renan Santos aparece sorrindo para grupo de apoiadores e amigos que queriam entrar no bar e ele fala que, se não entrasse, iria estuprar uma das amigas. Segundo ele, "foi uma piada ruim que me arrependo", feita em festa para uma amiga, que lhe defendeu várias vezes após o episódio.

A repercussão dessas falas pode impactar diretamente a campanha. Para o eleitor que acompanha o noticiário político, o desafio é separar o que é provocação do que é posição real. No caso de Renan, a defesa da "autoridade masculina" na família parece ser uma convicção, não apenas uma piada.

Como isso afeta o eleitor comum?

Para quem decide o voto, o ponto central não é apenas o que Renan diz, mas o que ele faria na prática. A promessa de "estabelecer as regras" com o Centrão pode significar uma agenda mais dura contra práticas consideradas corruptas, mas também pode gerar um impasse político, travando pautas importantes.

O eleitor precisa avaliar se a retórica de combate ao Centrão se converte em ação efetiva ou se fica apenas no discurso. A história recente mostra que presidentes que tentaram governar sem o bloco enfrentaram dificuldades severas, enquanto os que compuseram conseguiram aprovar reformas.

O que esperar da campanha?

Com declarações tão fortes, a tendência é que o tema domine os debates nas próximas semanas. A fala sobre "a eleição mais corrupta da história do Brasil" também deve gerar reações de outros candidatos e de partidos do Centrão.

Para o eleitor, o recado é claro: o próximo presidente, seja quem for, terá de lidar com um Congresso fragmentado e com a necessidade de negociação. A pergunta que fica é: quem tem o melhor plano para fazer isso sem perder a essência do que prometeu em campanha?

Perguntas Frequentes

Renan Santos realmente disse que vai compor com o Centrão?

Sim. Durante sabatina na Globonews, nesta quarta (5), o candidato afirmou que é "impossível governar sem o Centrão" e que, se eleito, terá de negociar e compor com o grupo, mesmo chamando seus membros de "parasitas e vagabundos".

O que Renan Santos disse sobre machismo?

Em vídeo exibido na entrevista, ele aparece dizendo ser machista. Questionado, classificou a fala como "provocação" e defendeu "reestabelecer a presença e a autoridade masculina" na família, atribuindo à ausência paterna a entrada de jovens no crime.

Qual foi a reação ao vídeo de 2017?

No vídeo, Renan aparece fazendo uma piada sobre estupro, que ele classificou como "uma piada ruim que me arrependo". A amiga envolvida o defendeu várias vezes após o episódio.

O que é o partido Missão?

O Missão é o partido pelo qual Renan Santos é candidato à Presidência. Não há outros detalhes sobre a legenda na fonte original.

Como o Centrão reage a essas declarações?

Até o momento, não há informações na fonte sobre a reação oficial do Centrão às falas de Renan Santos. O tema deve ganhar novos capítulos nos próximos dias.

“Em sabatina na Globonews, Renan Santos afirmou que o brasileiro elegerá 'pelo menos 300 parasitas e vagabundos' do Centrão, mas que, se eleito, terá de compor com o grupo para governar. Entenda o que…”
Henrique Salomão · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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