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Tarifaço injustificado para 59,4%, diz AtlasIntel/Bloomberg

ResumoPesquisa AtlasIntel/Bloomberg indica que 59,4% dos brasileiros consideram injustificado o tarifaço de 25% imposto pelos EUA. O levantamento também aponta que 54,2% dos entrevistados associam a decisão de Donald Trump à influência da família Bolsonaro. Os dados refletem a percepção pública nacional sobre a medida comercial norte-americana.

Para 59,4% dos brasileiros, o tarifaço de 25% dos EUA é injustificado. Já 54,2% veem influência da família Bolsonaro na decisão de Trump, aponta AtlasIntel/Bloomberg.

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Tarifaço injustificado para 59,4%, diz AtlasIntel/Bloomberg
Foto: Viva Capital · Tarifaço injustificado para 59,4%, diz AtlasIntel/Bloomberg · 31 jul 2026

Tarifaço de 25% dos EUA é injustificado para 59,4% dos brasileiros, aponta AtlasIntel/Bloomberg

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (31) mostra que 59,4% dos entrevistados consideram injustificada a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O levantamento ouviu 5.021 eleitores entre os dias 22 e 27, em todos os 26 estados e no Distrito Federal, com margem de erro de 1 ponto porcentual e registro BR-08602/2026 no TSE.

O que dizem os números sobre o tarifaço

A percepção majoritária é clara: para 59,4%, a medida é injustificada. Em contrapartida, 33,1% consideram a tarifa justificada, e 7,5% não souberam responder. Os dados revelam uma opinião pública predominantemente crítica à decisão do governo americano.

Quando o assunto é a influência da família Bolsonaro, 54,2% dos entrevistados acreditam que ela teve algum tipo de participação na decisão de Donald Trump. Desses, 32,3% veem muita influência e 21,9%, alguma influência. Apenas 31,6% entendem que a família não influenciou.

Família Bolsonaro como principal responsável

A pesquisa também questionou quem seria o principal responsável pelo tarifaço. Para 45,4%, a família Bolsonaro é a principal responsável, enquanto 41,5% apontam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 8,5% culpam ambos os lados.

O contexto envolve encontros pessoais: o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA desde fevereiro do ano passado, e o irmão e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) se reuniram com Trump antes do anúncio das tarifas. Esses encontros são citados como pano de fundo da percepção pública.

Negociação com os EUA: boa-fé de Lula, mas ceticismo

Sobre a condução das negociações, 47,9% dos entrevistados entendem que Lula negociou de boa-fé com os Estados Unidos, mas que o país não tem interesse real em um acordo. Ainda assim, 45,6% acreditam que o governo federal conseguirá chegar a um acordo futuro com os norte-americanos.

O caminho da negociação segue sendo o principal a ser mantido, segundo a percepção majoritária. A confiança na capacidade de acordo, embora não seja unânime, supera o ceticismo em cerca de 10 pontos.

Retaliação e o papel do Pix nas negociações

Quando o tema é retaliação, 49,3% dos entrevistados dizem que o Brasil não deveria retaliar os EUA com base na lei da reciprocidade vigente. Por outro lado, 38,5% defendem a retaliação, e 12,1% não souberam opinar.

Já sobre o Pix, 71% entendem que o governo brasileiro não deveria incluir o modelo de pagamento na pauta das negociações. Apenas 15% acham que o país deveria ceder à pressão americana e colocar o Pix na mesa de negociação.

Risco de interferência nas eleições 2026

A pesquisa também avaliou a percepção sobre interferência externa no processo eleitoral brasileiro. Para 53% dos entrevistados, é muito provável (30,3%) ou provável (22,7%) que o governo de Donald Trump tente interferir nas eleições de 2026. Outros 23,4% consideram pouco provável, e 18,5%, nada provável.

Metodologia e registro da pesquisa

A AtlasIntel/Bloomberg realizou o levantamento por recrutamento digital, com navegação de rotina na web, ouvindo eleitores maiores de 16 anos. A amostra foi de 5.021 respondentes, coletados entre quarta-feira (22) e terça-feira (27), nos 26 estados e no Distrito Federal.

A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa tem registro BR-08602/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que garante a regularidade do levantamento.

Perguntas Frequentes

O tarifaço de 25% é visto como justificado pela maioria?

Não. Para 59,4% dos entrevistados, a tarifa é injustificada, enquanto 33,1% a consideram justificada e 7,5% não souberam responder.

A família Bolsonaro é apontada como responsável pelo tarifaço?

Sim. Para 54,2%, a família teve influência na decisão de Trump, e 45,4% a consideram a principal responsável pela medida.

O governo brasileiro deve retaliar os EUA?

Segundo a pesquisa, 49,3% acreditam que não, enquanto 38,5% defendem a retaliação com base na lei da reciprocidade.

O Pix deve entrar na pauta das negociações?

Para 71% dos entrevistados, o Pix não deveria ser incluído nas negociações com os EUA. Apenas 15% apoiam a inclusão.

Há risco de interferência dos EUA nas eleições 2026?

Para 53% dos entrevistados, é muito provável ou provável que o governo Trump tente interferir no processo eleitoral brasileiro.

“Para 59,4% dos brasileiros, o tarifaço de 25% dos EUA é injustificado. Já 54,2% veem influência da família Bolsonaro na decisão de Trump, aponta AtlasIntel/Bloomberg.”
Patrícia Mendonça · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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