CSN alonga US$ 1 bilhão em dívida e eleva juros para 11% ao ano
A CSN (CSNA3) concluiu a oferta de troca de títulos internacionais realizada por sua subsidiária CSN Inova Ventures. Investidores que detinham US$ 1,007 bilhão em notas com vencimento em 2028 e remuneração de 6,75% ao ano aderiram à operação, o equivalente a 77,49% do saldo em circulação.
O que muda para quem tem títulos da CSN?
Os papéis antigos serão substituídos por novos títulos com vencimento em 2030 e juros de 11% ao ano, além de uma parcela em dinheiro. A adesão superou o mínimo exigido de 70% para a conclusão da oferta, segundo a companhia.
Quando ocorre a liquidação?
A liquidação está prevista para 12 de agosto. Na operação, a CSN Inova espera emitir aproximadamente US$ 698,3 milhões em novos títulos e desembolsar cerca de US$ 255,7 milhões em dinheiro aos investidores. A empresa ressaltou que não receberá recursos em caixa com a transação.
Por que a CSN está elevando os juros?
A troca alonga o prazo da dívida de 2028 para 2030, mas o custo sobe de 6,75% para 11% ao ano. Isso significa que a companhia pagará mais caro para financiar sua dívida, um reflexo do cenário de juros altos e do risco percebido pelos investidores.
O que muda para o investidor pessoa física?
Se você investe em títulos da CSN, diretamente ou via fundos, o prazo mais longo e os juros maiores alteram o perfil de risco e retorno. A troca não traz caixa novo para a empresa, o que pode sinalizar necessidade de gestão de passivo.
Consentimento dos investidores
A companhia também informou que obteve os consentimentos necessários dos investidores para alterar determinadas condições da escritura que rege os títulos antigos.
Perguntas Frequentes
A CSN vai receber dinheiro com essa operação?
Não. A empresa ressaltou que não receberá recursos em caixa com a transação.
Qual o percentual de adesão à oferta?
77,49% do saldo em circulação, acima do mínimo de 70% exigido.
Quando será a liquidação?
A liquidação está prevista para 12 de agosto.
Quais os novos termos dos títulos?
Vencimento em 2030 e juros de 11% ao ano, além de parcela em dinheiro.
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