Campanha do PL age para debelar acusação de estupro, e Gaspar descarta acordo com Lindbergh
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência entrou com representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) para oferecer o material genético do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), recém-anunciado vice, para exame de DNA. A ação busca comprovar inocência diante da acusação de suposto estupro de vulnerável.
O que está em jogo na acusação contra Gaspar
A acusação foi feita em março pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS), no dia em que Gaspar, então relator da CPMI do INSS, apresentou relatório pedindo indiciamento de 216 pessoas. O parecer foi rejeitado, mas a denúncia provocou tumulto na sessão.
Segundo os acusadores, Gaspar teria estuprado uma adolescente de 13 anos há oito anos, que teria engravidado. A vítima hoje teria 21 anos e a criança, 8. Eles também alegam que a avó foi registrada como mãe, e que um intermediador teria tentado comprar o silêncio da vítima com pagamentos que somariam R$ 470 mil.
A estratégia da campanha para blindar a chapa
A equipe do presidenciável chamou jornalistas para esclarecimentos e protocolou a representação. Os advogados Maria Claudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet alegam que a acusação foi feita sem provas e que a PGR se opôs à instauração de inquérito, limitando-se a procedimento preliminar.
A campanha argumenta que o episódio causou "mancha permanente sobre a honra" do deputado, e oferece o material genético para provar que Gaspar "não é progenitor de nenhuma criança". A representação diz que, se necessário, Gaspar está à disposição para nova coleta: "Basta marcar dia, hora e local".
Gaspar rebate e descarta acordo
Em declaração à imprensa, Gaspar afirmou que vai rebater a acusação "cientificamente" e pediu que façam o DNA. Questionado sobre eventual acordo com Lindbergh, foi enfático: "Não, esqueça. Eu não aceito".
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, disse ter "absoluta convicção" da inocência e negou que o caso dê munição ao PT. Mas um membro da cúpula do PL relatou ao Estadão, sob reserva, que o partido fez checagens antes de confirmar o nome do alagoano.
A versão de Gaspar: primo seria o pai
Gaspar alega que a história se refere ao primo Maurício César Brêda Filho, que teria mantido relacionamento com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando menor de idade. A criança teria sido batizada de Lourilene Pereira da Silva, que nega ser fruto de estupro e diz não conhecer Gaspar.
A equipe de Gaspar enviou ao Estadão exame de DNA de novembro de 2014 que confirmaria a paternidade de Maurício. Soraya Thronicke rebateu: "Ele apresentou outro caso que nada tem a ver com a denúncia. Estamos tratando de uma possível filha de 8 anos, cuja mãe tem 21. Façam as contas!".
O que observar daqui para frente
A PGR decidirá se aceita o material genético e se há justa causa para investigação. O caso deve continuar gerando desdobramentos na campanha eleitoral, com a defesa apostando na prova científica para encerrar a polêmica.
Perguntas Frequentes
Gaspar aceita acordo com Lindbergh?
Não. Em declaração à imprensa, Gaspar descartou qualquer acordo: "Não, esqueça. Eu não aceito".
O que a campanha de Flávio Bolsonaro fez?
Protocolou representação na PGR oferecendo material genético de Gaspar para exame de DNA e chamou jornalistas para esclarecer o caso.
Qual a versão de Gaspar para a acusação?
Ele afirma que a história se refere ao primo Maurício César Brêda Filho, que teria tido uma filha, Lourilene, com uma mulher de 21 anos. Gaspar nega envolvimento e pede exame de DNA.
O que dizem Lindbergh e Soraya?
Mantêm a acusação de estupro de vulnerável, alegam pagamentos de R$ 470 mil para silêncio da vítima e pedem investigação da Polícia Federal.
A PGR já abriu inquérito contra Gaspar?
Segundo a campanha, a PGR se opôs à instauração de inquérito e limitou-se a procedimento preliminar de investigação.
