O conselho de administração da BrasilAgro (AGRO3) aprovou a contratação de uma nova dívida de até R$ 200 milhões junto ao Banco do Brasil, estruturada por meio de uma Cédula de Produto Rural (CPR), além de uma operação de swap para converter a exposição da dívida para dólar. A decisão foi tomada em reunião realizada em 16 de julho e divulgada pela companhia nesta quinta-feira (23).
A BrasilAgro (AGRO3) aprovou uma nova dívida de até R$ 200 milhões com o Banco do Brasil, estruturada via Cédula de Produto Rural (CPR), com swap para dólar. O conselho também elevou o limite de mismatch de 5% para 10% e autorizou até 20% no exercício 2026/27, ampliando a flexibilidade na gestão de riscos.
Nova dívida via CPR com o Banco do Brasil
A captação de até R$ 200 milhões foi aprovada pelo conselho da BrasilAgro (AGRO3) junto ao Banco do Brasil. A operação usa uma Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento comum no agronegócio para financiar produção com lastro em safra futura. Além disso, um swap foi contratado para converter a exposição da dívida para dólar, protegendo a companhia contra variações cambiais.
Renovação de empréstimo da subsidiária Palmeiras S.A.
O conselho também aprovou a renovação de um empréstimo de US$ 2,7 milhões da subsidiária Palmeiras S.A. junto à filial do Banco do Brasil em Nova York. Essa operação mantém o acesso da subsidiária a crédito em moeda estrangeira, alinhado à estratégia de hedge cambial da companhia.
Política de hedge: limite de mismatch sobe para 10%
Na reunião, os conselheiros aprovaram a revisão da política de hedge da companhia. O limite ordinário de mismatch (descasamento entre ativos e passivos protegidos por derivativos) foi elevado de 5% para 10%. Essa mudança dá mais margem para a empresa gerenciar riscos sem precisar ajustar posições a cada pequena oscilação.
Autorização de 20% de descasamento para 2026/2027
Para o exercício social de 2026/2027, a empresa também autorizou que o limite de descasamento das operações financeiras com derivativos possa chegar a 20%, ampliando a flexibilidade na gestão de riscos financeiros. Isso significa que, no próximo ciclo, a BrasilAgro poderá operar com um nível maior de exposição cambial não coberta, caso julgue vantajoso.
Aditamento da Fazenda Estrela do Guaporé
Outra deliberação foi o aditamento do contrato de parceria da Fazenda Estrela do Guaporé, com a antecipação da inclusão de 4.381,5 hectares na área objeto da parceria. Essa medida amplia a área agrícola sob gestão da companhia, potencialmente aumentando a produção futura.
Orçamento da Auditoria Interna e plano da PwC
O conselho ainda aprovou o orçamento da Auditoria Interna e do Comitê de Auditoria para o exercício de 2026/2027, no valor de R$ 1,74 milhão, além do plano de trabalho da PwC para a auditoria das demonstrações financeiras do exercício de 2025/2026. Essas aprovações reforçam o compromisso com a governança e a transparência.
Perguntas Frequentes
O que é uma Cédula de Produto Rural (CPR)?
É um título de crédito que representa a promessa de entrega de produto rural (como soja ou milho) ou pagamento em dinheiro, usado como garantia em financiamentos no agronegócio.
Por que a BrasilAgro fez um swap para dólar?
Para proteger a dívida contra a variação cambial, convertendo a exposição para dólar, alinhando passivos com receitas que também são atreladas à moeda americana.
O que significa limite de mismatch de 10%?
É o percentual máximo de descasamento permitido entre ativos e passivos protegidos por derivativos, sem necessidade de ajuste imediato. Antes era 5%.
Qual o impacto da autorização de 20% para 2026/2027?
Dá à empresa mais flexibilidade para operar com exposição cambial não coberta, podendo aproveitar cenários favoráveis sem precisar renegociar limites a cada operação.
Quanto custa o orçamento de auditoria aprovado?
O orçamento da Auditoria Interna e do Comitê de Auditoria para 2026/2027 é de R$ 1,74 milhão.
